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Rally Dakar 2013 – Nada de definido na metade do percurso por Assessoria de Imprensa - (imprensa@parisdakar.com.br)
14/01/2013


David Casteu (Yamaha)
Foto: Divulgação



Stéphane Peterhansel / Jean-Paul Cottret
Foto: Divulgação


Neste domingo, dia 13/01, a caravana do Rally Dakar 2013 ficou no acampamento de Tucumã, cumprindo a etapa de repouso. O domingo foi uma coincidência, já que para os mecânicos o dia foi de intenso trabalho.

As próximas etapas prometem ser tão intensas ou difíceis como as primeiras. Eu destaco a 11ª etapa, que será disputada no dia 16/01, quarta-feira, entre La Rioja e Fiambalá, na Argentina. As dunas e areias, que mais parecem um talco muito fino, da região de Fiambalá foram palco das etapas mais difíceis nas quatro edições do Dakar na América do Sul. A natureza não deve mudar as coisas, apenas as chuvas podem deixar tudo ainda mais complicado ou forçar a organização a um novo cancelamento de percurso e deslocamento em comboio.

Também é preciso lembrar que o rally voltará para o deserto do Atacama, onde tudo pode acontecer. Portanto um trabalho bem feito pelos mecânicos neste dia de “descanso” será responsável pelo resultado das 139 motos, 26 quadriciclos, 106 carros e 64 caminhões que superaram a primeira parte do rally.

Nas motos a prova começou com a desistência do espanhol Marc Coma, piloto espanhol tricampeão da prova. Ele nem largou já que não se recuperou de uma lesão que sofre no ombro em um acidente no Rally de Marrocos em outubro. Às pressas a KTM convocou o americano Kurt Caselli, que vem fazendo uma excelente estreia, já venceu uma especial, mas não está entre os que devem disputar a vitória.

O grande adversário de Coma, Cyril Despres, tetracampeão da prova, era favorito disparado para mais um sucesso, mas quase ficou de fora da disputa quando a 5ª marcha do cambio de sua KTM 450 Rally quebrou, justamente na primeira perna da etapa maratona, ou seja, no final da etapa não haviam mecânicos nem peças para o reparo. Mas nem só de talento vive um campeão, é preciso ter sorte, e ela veio com a ajuda providencial do polonês que decidiu fazer a boa ação. Despres continuou na prova, mas recebeu a penalização de 15 minutos pela troca de motor, como prevê o regulamento. O francês ocupa a 5ª colocação, com 24min23 de desvantagem para o líder, o francês David Casteu (Yamaha), que vive quase um sonho, liderar o Dakar. Casteu forma equipe com outro francês, Olivier Pain, que foi líder durante três etapas e é o atual 4º colocado. Das cinco motos na ponta três são KTM (além de Despres, o português Rubem Faria é o 2º colocado e o chileno Francisco Lopes o 3º colocado) e duas Yamaha. A diferença é pequena e valida o “tudo é possível” nos próximos 4.000 km de Dakar. Será que Despres já gastou sua sorte ou ele ainda terá forças para virar o jogo?

Já nas quatro rodas a disputa parece estar entre o francês Stéphane Peterhansel (Mini), que já tem 10 títulos no Dakar, e o piloto do Qatar, Nasser Al-Attiyah, vencedor do Dakar 2011, com um buggy construído este ano nos USA. Os outros adversários já estão distantes, o mais próximo é o sul-africano Giniel De Villiers (Toyota), mas ele já acumula 44 minutos de desvantagem para o líder e tem de se preocupar com a consistência do russo Leonid Novistkiy que está a menos de 5 minutos de distancia, e também com o francês Guerlain Chicherit em seu Buggy SMG V8, que vem fazendo uma recuperação extraordinária. Os outros adversários estão longe, o espanhol Nani Roma (Mini) e o americano Robby Gordon (Hummer) tiveram uma mistura de boas e más etapas na primeira parte do rally. O espanhol Carlos Sainz (Buggy) e o polonês Krzysztof Holowczyc (Mini) já foram para casa.

Além dos nove títulos a mais do que Nasser, teoricamente o carro de Peterhansel é mais confiável, já contando com anos de experiência da equipe BMW e um título. Como Nasser é um piloto que já mostrou que sabe andar sobre pressão, basta lembrar as memoráveis batalhas com Carlos Sainz em 2010 e 2011, fica difícil arriscar quem leva o título. Pessoalmente vou torcer para o buggy de Nasser continuar firme até o final, seria interessante ver novamente um 4x2 repetir o feito de Jean-Louis Schlesser. Ele foi bicampeão da prova (1999 e 2000) com um buggy.

Nesta segunda-feira, dia 14/01, teremos a ação de volta com a disputa da 9ª etapa do Dakar 2013, entre San Miguel de Tucumã – Córdoba, na Argentina.

Klever Kolberg



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