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Pneu no rally por Assessoria de Imprensa - (imprensa@parisdakar.com.br)
19/02/2013


Pneu de inverno Michelin
Foto: Divulgação



Pneu de inverno DMACK
Foto: Divulgação


Em qualquer tipo de competição automobilística o pneu é um dos componentes mais importantes para o desempenho das máquinas. Quando se pensa num rally, onde além das condições do clima, as condições do terreno podem variar muito, eles passam a ter uma importância vital, já que é impossível controlar a natureza, mas é possível administrar a performance.

Numa prova off road o piloto precisa ter total confiança nos pneus. Eles devem produzir boa aderência do veículo ao solo (grip), mas, ao mesmo tempo precisam suportar o uso severo em longas distancias, resistindo a furos e impactos, atuando em conjunto com os outros elementos da suspensão e como resultado o piloto tem uma boa sensação de dirigibilidade. Apenas para se entender o desafio, na F1 o asfalto é liso e as equipes podem fazer várias trocas (pit stop), muitas delas com pouco mais de uma dezena de voltas realizadas, ou seja, a aderência é muito mais importante do que a durabilidade, se comparado ao rally.

O pneu também precisa ajudar ao veículo a diminuir o consumo de energia, ponto muito importante. Se o pneu também for resistente o resultado será uma economia de energia e do consumo de pneus, reduzindo o efeito nocivo a atmosfera e buscando a sustentabilidade. Em provas como o WRC ou mesmo nas 24 Horas de Le Mans, os novos regulamentos estão restringindo a quantidade de pneus que cada competidor pode utilizar, iniciativa que está sendo adotada por diversas categorias que respeitam o meio ambiente.

Os pneus de competição também são um grande laboratório de desenvolvimento para os produtos que são vendidos no mercado. As características de um produto de competição chegam às lojas cada vez mais rápido.

No WRC – Campeonato Mundial de Rally, recentemente aconteceu o Rali da Suécia, segunda etapa da temporada 2013. Esta prova acontece em condições especiais: gelo e neve. Para que os veículos possam atingir velocidades superiores a 200 km/h neste tipo de superfície escorregadia, é desenvolvido um pneu de inverno especial, que além da tradicional borracha, conta com 384 pinos de metal (número determinado pelo regulamento da FIA) que atuam como os cravos de uma chuteira de um jogador de futebol.

Estes 384 pinos (stud) de metal, cada um com 20 mm de comprimento, é inserido no bloco de banda de rodagem em cada pneu. As pontas podem sobressair da borracha até um máximo de 7 mm e resultam numa aderência surpreendente uma vez que cortam o terreno congelado abaixo da neve e do gelo.

Este tipo específico de pneu não é produzido no Brasil. Flávio Santana, engenheiro da Michelin, gentilmente nos contou como acontece a preparação destes pneus de competição. “Os pinos são inseridos manualmente, um por um. É uma máquina pneumática e funciona exatamente igual ao rebite colocado em chapas metálicas. O pino é um pequeno cilindro de latão que está envolvido em uma base metálica. Ele tem uma cabeça na ponta da base metálica. O operador insere esta base no furo que existe na banda de rodagem do pneu e a pistola de ar comprimido puxa o pequeno cilindro para fora. Com esta força, ele deforma a base, alargando-a e assim ela se fixa no interior do pneu, ficando somente o pino para fora.

Existem máquinas e métodos automatizados para a aplicação destes pinos, mas, o processo é exatamente o mesmo. A diferença é que no lugar de um operador fazer isto manualmente um por um, é um robô quem executa esta operação 100 vezes mais rápido que um operador. O problema do processo automatizado é que ele só se justifica para grandes volumes, porque a programação do robô é lenta e complexa e muitas vezes o volume de pneus naquela dimensão não justifica o tempo para a programação da máquina. Para os pneus de rua em grandes volumes, aí sim, se utiliza o robô”, explicou Flávio.

A Michelin era a fornecedora exclusiva da categoria, mas desde a prova da Suécia a DMACK, uma marca chinesa, passou a ser uma opção. A Michelin atenderá ás equipes oficiais e as outras equipes poderão escolher entre os dois fornecedores. Isso mostra que a competição também é uma importante ferramenta de marketing para que os fabricantes conquistem o interesse de consumidores.



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