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Equipe brasileira disputará a etapa do Global Rallycross em Foz por Assessoria de Imprensa - (imprensa@parisdakar.com.br)
03/04/2013


XRC que participará do X Games
Foto: Divulgação - José Mario Dias



Motor do XRC chega a 450 HP
Foto: Divulgação - Jose Mario Dias


A etapa brasileira do Global Rallycross, que acontecerá no dia 21 de abril em Foz do Iguaçu, terá a participação de dois pilotos brasileiros: Mauricio Neves e Eduardo Marques vão acelerar o XRC, competindo contra pilotos de todo o mundo, entre eles Ken Block, Travis Pastrana, Tanner Foust, Brian Deegan e Patrick Sandell.

Mauricio Neves iniciou a carreira como preparador no exterior entre 1994 e 1997. Retornou ao Brasil em 1998 e em 1999 foi Campeão Brasileiro de Rally de Velocidade na categoria N3. Nos anos seguintes acumulou vitórias e títulos nos campeonatos brasileiros e sul americanos de rally de velocidade. O piloto de Curitiba disputou diversas edições do Rally dos Sertões, sendo campeão em 2007. Em 2009 passou a fazer parte da equipe oficial Volkswagen no Rally dos Sertões e no Rally Dakar.

Paralelamente Mauricio montou a Promacchina em Curitiba (PR), empresa com estrutura de oficina para a preparação e apoio de seus carros e de outros pilotos. Ele utilizou todo seu conhecimento técnico para desenvolver o XRC, um carro para disputar o Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade. O grande diferencial deste projeto é que o carro utiliza uma mesma base mecânica e pode ser adaptado a diversos monoblocos.

Edu Marques mora nos Estados Unidos onde atua como instrutor dos pilotos do Stunt Show da Disneyworld. Ele também ministra cursos para o pessoal da NASA, da Marinha Americana, da Ferrari North America e do Baja Chalenge Car Experience.

Em relação ao carro, os dois XRC receberam uma preparação especial para esta disputa. Algumas delas dizem respeito a itens de segurança, algumas atendem pequenas exigências de regulamento do GRC (Global Rallycross Championship) e outras interferem diretamente no desempenho.

Para adequar o XRC ao regulamento particular do GRC foi preciso confeccionar peças de fibra que substituem os faróis e lanternas, já que nenhum carro que disputa a categoria pode ter estes componentes originais (obrigatórios no Campeonato Brasileiro de Rally). É uma questão de segurança, já que estes plásticos e vidros podem eventualmente se soltar e acabar cortando o pneu de algum carro.

Quanto à segurança, tanto o GRC como o CBR seguem o anexo J da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). As únicas modificações no XRC foram a instalação dos sistemas de extintores homologados e do tanque de combustível homologado FIA. Este tanque é de borracha e segue um padrão aeronáutico revestido internamente por uma espuma especial que o torna inflamável. No CBR estes itens não são obrigatórios por conta de não haverem fornecedores nacionais.

Na parte técnica o XRC passou por pequenas alterações, todas elas liberadas pelo regulamento do GRC, mas proibidas no CBR.

A carroceria do XRC passou por uma dieta e perdeu cerca de 60 kg. Foram retiradas partes e peças que fazem a proteção do assoalho e de partes vitais do carro. Como a pista é indoor, sem a presença de pedras ou qualquer outro corpo estranho não desejado, estas peças puderam ser removidas juntamente com faróis e lanternas, permitindo uma diminuição no peso.

Como o circuito é bastante sinuoso, mas com superfície lisa, foi montado um novo set up de molas e amortecedores na suspensão.

Na transmissão foi alterado o par de entradas do câmbio sequencial e com isso a velocidade final diminuiu, mas como é um circuito muito curto e travado, a prova é de explosão e não de velocidade máxima. Portanto o XRC terá retomadas mais rápidas e a velocidade final não deve passar de 160km/h.

No freio, graças à utilização de rodas aro 17 (obrigatória a todos os competidores), foi possível montar discos e pinças de maior diâmetro e assim ganhar qualidade e potência nas freadas.

Como as baterias são muito curtas o motor recebeu um mapeamento muito agressivo, elevando o regime de rotação de 6.700 RPM para 7.200 RPM e as curvas de ignição foram alteradas de maneira a obter a maior potência sem pensar em durabilidade. Também foi montado um sistema de escapamento tubular que não está homologado para o CBR.

Mas o grande ganho ficou por conta do combustível, o XPC será alimentado com Etanol de alto rendimento, especialmente elaborado para esta prova, equivalente ao etanol utilizado nas provas de arrancada que por conta do alto custo e da falta de homologação não pode ser utilizado no CBR. Todas estas alterações na parte de motor geraram um ganho de 150 HP em relação à versão do CBR. O XRC do GRC tem 450 HP.



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