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Na Rota do Rally dos Sertões: Equipe
por Klever Kolberg - (dakar@parisdakar.com.br)
04/08/2006



Foto: Donizetti Castilho


O Rally dos Sertões é um adolescente comemorando seus 14 anos. Sua festa de aniversário começou com uma grande ação social: um show do grupo mineiro Skank, onde 1 quilo de alimento valia um ingresso. Porém, não haverá muito tempo para o bolo, e sim um enorme trabalho para que tudo funcione como o programado durante a corrida. Um trabalho de equipe, ou melhor, um trabalho de várias delas atuando em sinergia.

Os 190 veículos inscritos para competir nos Sertões estão divididos em várias equipes. A nossa, a Petrobras Lubrax, é uma delas, e tem na disputa uma moto, um carro e um caminhão. Cada um precisa de apoio. Sem falar do auxílio que recebemos da Pirelli, que estará cuidando não só dos nossos pneus, como também de vários outros competidores.

Mas o rali não é feito apenas por competidores e equipes de apoio. Não haveria festa alguma, não fosse um grupo de quase 300 pessoas, responsáveis pelo andar da caravana dos Sertões. É o pessoal da organização, que por sua vez está dividido em vários times.

Sem ordem de tamanho ou de importância, começo por aqueles que planejaram e coordenam toda a prova. Eles estão trabalhando desde agosto de 2005, apoiados pela equipe que vende os patrocínios e pelo escritório administrativo. Também com bastante antecedência, o pessoal responsável pelo levantamento do trajeto arregaçou as mangas para montar um novo percurso e preparar as planilhas.

Antes da largada para cada trecho contra o relógio, há uma equipe que vai à frente, em plena madrugada, abrindo as porteiras, instalando os postos de controle (PCs), avisando aos moradores locais sobre a passagem das máquinas e também fazendo a cronometragem. São as equipes técnica e de segurança.

Quando chegamos ao final da etapa, somos recebidos por uma festa, com arco de chegada, placas com as marcas dos patrocinadores, som, locutor. Toda essa estrutura é montada e desmontada diariamente pelo time da produção.

De carro ou de helicóptero, somos monitorados por uma equipe médica, nossos verdadeiros anjos da guarda. Um contingente de jornalistas acompanha a caravana, enquanto várias equipes de assessoria de imprensa dão suporte a esses profissionais, atuando na divulgação da prova. Enquanto estamos acelerando, temos pessoas nos representando nas ações sociais. Outras equipes e a própria organização fazem o mesmo, doando alimentos e esperança, além de cultura, alegria, saúde e oportunidades.

Por fim, vem a equipe chamada de Canastras, que recolhe e separa todos os resíduos que o rali deixa para trás. É um exemplo magnífico da sustentabilidade.

São tantos os voluntários que posso ter esquecido de alguém. Por favor, me desculpem. Afinal de contas, o rali é na verdade um grande pretexto para fazer o bem, e uma excelente desculpa para encontrar velhos amigos.

Ajude-me a escrever o próximo artigo. Faça perguntas, envie sugestões e tire suas dúvidas através do site www.parisdakar.com.br

Klever Kolberg, 44, é piloto do Mitsubishi da Equipe Petrobras Lubrax

Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Petrobras Distribuidora, Mitsubishi Motors do Brasil, Pirelli, e apoio da Pearson, Banco Mercedes-Benz, Mercedes-Benz Caminhões, Renov, Mercedes Seguros, MANN-FILTER, Planac Informática, Sadia, Telenor Satellite Services AS, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Artfix e Dakar Promoções.



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